TOC

Eu vejo marcas em toda parte.

São restos mortais de parágrafos nervosos que partiram para guerra.

Digitais esculpidas na gordura das películas acrílicas que protegem a tela do vidro especial dos retângulos espertos, grudados na mão de cada humano que o meu olho alcança.

Resíduos analógicos, tão efêmeros quanto o capricho dos seus donos e as suas flanelinhas entupidas de produtos químicos que deixam tudo limpinho. 

Rastros curtos deixados por polegares hiperativos, cheios de razão e ódio, obediência e ingenuidade.

Também vejo marcas de histórias de amor e sabedoria.

São poucas.

Mas estão lá, no meio de todos aqueles caracteres rabugentos que na realidade pedem socorro.

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