PRIMAVERA

Não consigo mais ver poesia no passarinho que acabou de pousar no galho da árvore perto da minha janela, mesmo sendo hoje o começo da primavera.
 
Eu juro, o passarinho pousou de verdade e estamos nos primeiros minutos da primavera, apesar da rima paupérrima.
 
Acredito muito pouco em quase tudo e muito pouco é quase nada para sustentar um sorriso quase mínimo, que seja pela metade de um quarto de segundo.
 
Sei lá, quem sabe eu consiga acreditar em alguma ilusão melhor que esse muito pouco no futuro e mostre os meus dentes por mais tempo.
 
Por enquanto, só consigo acreditar no belisco e na morte, sendo que a última, por azar ou sorte, espero que leve algum tempo para me acertar.
 
Uma ilusão melhor é algo considerável e acho que vale a pena esperar.
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