OCEANOS (TROCADILHO INFAME SOBRE O QUE CONSIDERO UMA VERDADE)

Enquanto
uns
choram,
poucos
riem,
muitos
rios
e a maioria
mares.

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PARENTESES

E tudo era branco, somente branco (não vazio), na minha cabeça. Com um simples desejo, depois de centenas de milhares de milhões de cabeçadas, consegui sair dele (do branco) para chegar até aqui, o que não significa muito mais do escrever sobre nada. Um truque batido para arrombar as gavetas enferrujadas do inconsciente e arrancar palavras, lá do fundo, escondidas, no escuro (bem longe do branco), que atropelo agora por conta própria com mais e mais palavras: grandes, fortes, pequenas, erradas, tortas, tristes, alegres, bobas, inventadas e principalmente, inúteis. Palavras, que vão ocupando o lugar do que era somente branco (e não vazio). Elas (as palavras) quando relam, soltam faíscas e começam a gritar (muito alto), tudo o que a minha antena capta do mundo. Tudo, menos a gratidão. Talvez porque ele (o mundo) não mereça, talvez porque ela (a gratidão) não exista, talvez porque ela (a antena) não capte ou, simplesmente, porque não importa.

#ChicoScarpini