PEDRA BRUTA

A minha consciência é de vento, os meus sonhos de lua, meus arrependimentos de chumbo e a minha paciência de bolha de sabão. A minha saudade é de pedra, um diamante bruto, crescendo em algum lugar secreto, provavelmente em outra dimensão, totalmente protegida por neurônios treinados da mais alta confiança (sabe-se lá de qual demônio), que se alimentam de lugares, de objetos, de acasos, de invenções, de vento, de lua, de chumbo e gotículas.